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Segundo semestre deve ampliar pressão fiscal, contábil e financeira sobre organizações do terceiro setor

  • 08/06/2026

     
     


     

    Segundo semestre deve ampliar pressão fiscal, contábil e financeira sobre organizações do terceiro setor

    Com o aumento das exigências de governança, transparência e regularidade fiscal em editais e parcerias, o segundo semestre de 2026 deve ampliar a pressão sobre associações, institutos e organizações sem fins lucrativos em todo o país. As falhas na organização contábil seguem entre os principais agravantes na continuidade de projetos sociais e no acesso a novos financiamentos.

    O Brasil, que já possui cerca de 900 mil organizações atreladas ao terceiro setor, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), ainda segue em ritmo lento diante da demanda social e econômica do setor. Esse cenário reforça o aumento da fiscalização para além da cobrança por transparência e governança no terceiro setor, ampliando a cartela de projetos financiados com recursos nacionais e internacionais.

    Para a diretora da Brasís Contabilidade e especialista em assessoria de empresas e associações, Cristiane Almeida, o primeiro semestre trouxe um endurecimento nos critérios de prestação de contas e análise documental em projetos financiados.

    “Percebemos um aumento significativo das exigências relacionadas à comprovação de despesas, regularidade fiscal e transparência financeira. Muitas organizações tiveram dificuldades por não possuírem processos internos estruturados, principalmente no controle de documentos e na separação financeira por projeto”, afirma Cristiane.

    Com o aumento das exigências fiscais, organizações do terceiro setor devem redobrar a atenção nos próximos meses para evitar irregularidades na prestação de contas. Nesse período, a especialista destaca a importância das atualizações das certidões negativas, entrega das obrigações acessórias, acompanhamento contábil, controle financeiro individualizado por projeto e organização de documentos comprobatórios para auditorias.

    Outro fator que deve ganhar ainda mais relevância no segundo semestre de 2026 é a profissionalização da gestão. Com financiadores e órgãos públicos adotando critérios cada vez mais rigorosos de governança, cresce a necessidade de processos internos estruturados junto às estruturas contábeis.

    Segundo Cristiane, muitas organizações ainda enfrentam dificuldades relacionadas ao planejamento financeiro e à organização das contas, fatores que impactam na execução das atividades. Ela explica que muitas instituições acabam focando apenas na execução do projeto operacional e deixam a gestão financeira em segundo plano. Isso gera problemas na prestação de contas, atraso em obrigações fiscais e até risco de perda de parcerias e bloqueios judiciais e de novos recursos.

    “Isso pode ser prevenido com a ajuda de consultoria contábil para entidades que utilizam recursos públicos, através da estruturação das operações da gestão e do setor financeiro, por meio de treinamentos específicos voltados às organizações do terceiro setor. Esse processo fortalece os controles internos, melhora a prestação de contas e contribui para que a instituição se destaque pela conformidade fiscal e financeira, atuando tanto de forma preventiva quanto corretiva diante das exigências legais e dos órgãos fiscalizadores”, conclui.

    Fonte: Contábeis


Contadora

Andrezza Carolina Brito Farias

CRC: 1561/O-4

Competências:

  1. Mestre em administração de empresas;

  2. Especialização em auditoria e controladoria;

  3. Pós - MBA pericia contábil;

  4. Fiscal e coordenadora de fiscalização do CRC-AMAPÁ;

  5. Diretora executiva do CRC-AMAPÁ;

  6. Conselheira Federal na Câmara de fiscalização em Brasília;

  7. Professora universitária;

  8. Prêmio Dama Comendadora da Contabilidade da Amazônia;

  9. Prêmio Escritores de Ouro do Meio de Mundo;

  10. Prêmio Doutora Honoris Causa em Ciências Contábeis;

  11. Publicação do livro de própria autoria para empreendedores;

  12. Membro da associação dos peritos do Amapá - ASPECON - AP;

  13. 20 anos de experiência na área.

2º Responsável Técnico

Rita Kelly

CRC: 001762-O-2

Competências:

  1. Técnico em contabilidade;

  2. Sócia administrativa;

  3. Especialização em contabilidade;

  4. Especialização em societário;

  5. Especialização em RH;

  6. 25 anos de experiência na área.

3º Responsável Técnico

Dra. Gisele

Jurídico

Competências:

  1. MBA - Em Advocacia Pública;

  2. Pós-Graduação em alta performance em Licitações Públicas;

  3. MBA - Licitações Públicas para Implementação da Nova Lei 14.133/2021;

  4. MBA - Agente de Contratação e Pregoeiro Público com Ênfase na Nova Lei 14.133/2021;

  5. Analista Master em Licitação - Vianna e Consultores;

  6. Doutoranda na Universidade de Direito de Buenos Aires - Argentina - Cursando;

  7. Pós-Graduação em Direito Público - Instituto Processus - Brasília/DF;

  8. Bacharel em Direito - UNAMA Universidade da Amazônia - Belém/PA.

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