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Fase de testes da reforma tributária: o que muda em 2026

  • 10/04/2026

     
     


     

    Fase de testes da reforma tributária: o que muda em 2026

    A fase de testes da reforma tributária já começou e marcará todo o ano de 2026 como um período decisivo de adaptação para as empresas. Mesmo sem recolhimento imediato, a exigência de emissão de notas fiscais com IBS e CBS destacados inaugura uma etapa fundamental para ajustes operacionais, revisão de contratos e reavaliação de modelos de negócio antes da cobrança efetiva dos novos tributos.

    O que é a fase de testes da reforma tributária
    A fase de testes corresponde ao período em que as empresas deverão emitir documentos fiscais com destaque dos novos tributos, gerar dados para calibragem do sistema e preparar processos internos para a transição tributária.

    Embora os novos tributos não precisem ser recolhidos em 2026, os dados declarados terão papel relevante na implementação do novo modelo.

    Emissão de notas fiscais com IBS e CBS
    O principal desafio operacional da fase de testes da reforma tributária será adequar sistemas e processos para emitir notas fiscais com os novos campos e destaques de forma correta.

    Quem deve se adequar em 2026
    Em 2026, a adequação tende a ser mais relevante para empresas que apuram tributos fora do Simples Nacional.

    As empresas do Simples Nacional, em regra, deverão entrar na rotina de adaptação a partir de 2027.

    Inconsistências nessa etapa podem prejudicar simulações e decisões de preço, contrato e regime tributário.

    Revisão de contratos na fase de testes da reforma tributária
    Um dos impactos mais relevantes será a necessidade de revisar contratos com clientes e fornecedores. No novo sistema, IBS e CBS serão cobrados “por fora”, ou seja, destacados separadamente na nota fiscal.

    A fase de testes é o momento adequado para mapear cláusulas sensíveis e ajustar contratos antes de 2027.

    Créditos tributários e impacto na cadeia de fornecedores
    O novo modelo fortalece a lógica de créditos, pois, em regra, tudo o que for pago de IBS e CBS na aquisição de bens e serviços pode gerar crédito para quem compra.

    Crédito condicionado ao pagamento
    Um ponto crítico é que o direito ao crédito pode depender do efetivo pagamento do tributo pelo fornecedor, e não apenas da emissão da nota fiscal. Isso pode gerar postergação do crédito e impacto no fluxo de caixa do adquirente.

    Por isso, além de revisar as notas emitidas, as empresas devem acompanhar também as notas recebidas e a regularidade dos parceiros.

    Mudança de regime tributário em 2027
    Empresas no Lucro Presumido devem avaliar com cuidado como ficará o aproveitamento de créditos e o impacto na carga tributária total. Em alguns casos, pode haver incentivo para reavaliar o regime de tributação a partir de 2027.

    Penalidades e obrigações acessórias
    Embora a fase de testes não preveja punições imediatas, as obrigações acessórias ganharão relevância. Quando as penalidades passarem a ser aplicadas, a multa por descumprimento pode chegar a 1% do valor da operação, conforme alertas de especialistas sobre o tema.

    Também é importante acompanhar a evolução das regras e modelos de documentos fiscais, pois alguns setores podem depender de modelos específicos que ainda serão disponibilizados.

    Por que a fase de testes é estratégica para as empresas
    Especialistas apontam 2026 como o ano de simulações, ajustes e reorganização.

    Quanto antes a empresa mapear riscos e oportunidades, mais preparada estará para a transição completa, que se estende até 2033.

    Importância do suporte contábil especializado
    A fase de testes da reforma tributária não é apenas um ajuste de sistema. Ela envolve revisão de contratos, avaliação de fornecedores, parametrização fiscal e planejamento tributário para 2027. Um acompanhamento contábil e tributário especializado ajuda a reduzir riscos, organizar dados e tomar decisões com base em simulações realistas.

    Conclusão
    A fase de testes da reforma tributária é uma etapa estratégica de preparação para o novo sistema. Em 2026, as empresas devem adequar a emissão de documentos fiscais, revisar contratos, simular impactos e avaliar fornecedores para evitar surpresas quando a cobrança efetiva começar em 2027.

    Fonte: Contábeis


Contadora

Andrezza Carolina Brito Farias

CRC: 1561/O-4

Competências:

  1. Mestre em administração de empresas;

  2. Especialização em auditoria e controladoria;

  3. Pós - MBA pericia contábil;

  4. Fiscal e coordenadora de fiscalização do CRC-AMAPÁ;

  5. Diretora executiva do CRC-AMAPÁ;

  6. Conselheira Federal na Câmara de fiscalização em Brasília;

  7. Professora universitária;

  8. Prêmio Dama Comendadora da Contabilidade da Amazônia;

  9. Prêmio Escritores de Ouro do Meio de Mundo;

  10. Prêmio Doutora Honoris Causa em Ciências Contábeis;

  11. Publicação do livro de própria autoria para empreendedores;

  12. Membro da associação dos peritos do Amapá - ASPECON - AP;

  13. 20 anos de experiência na área.

2º Responsável Técnico

Rita Kelly

CRC: 001762-O-2

Competências:

  1. Técnico em contabilidade;

  2. Sócia administrativa;

  3. Especialização em contabilidade;

  4. Especialização em societário;

  5. Especialização em RH;

  6. 25 anos de experiência na área.

3º Responsável Técnico

Dra. Gisele

Jurídico

Competências:

  1. MBA - Em Advocacia Pública;

  2. Pós-Graduação em alta performance em Licitações Públicas;

  3. MBA - Licitações Públicas para Implementação da Nova Lei 14.133/2021;

  4. MBA - Agente de Contratação e Pregoeiro Público com Ênfase na Nova Lei 14.133/2021;

  5. Analista Master em Licitação - Vianna e Consultores;

  6. Doutoranda na Universidade de Direito de Buenos Aires - Argentina - Cursando;

  7. Pós-Graduação em Direito Público - Instituto Processus - Brasília/DF;

  8. Bacharel em Direito - UNAMA Universidade da Amazônia - Belém/PA.

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