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Certificado digital pode passar a ser emitido de forma autoassistida no Brasil

  • 10/03/2026

     
     


     

    Certificado digital pode passar a ser emitido de forma autoassistida no Brasil

    O modelo de emissão de certificados digitais no Brasil poderá passar por mudanças caso avance uma proposta em discussão no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). A iniciativa prevê a criação de um novo formato de validação chamado Autoridade de Registro Eletrônica (AR Eletrônica), que permitiria a obtenção do certificado sem necessidade de atendimento presencial ou participação direta de um agente de registro.

    A proposta está sendo conduzida pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e deverá ser submetida ao Comitê Gestor da ICP-Brasil para análise prevista para abril, após a conclusão das etapas regulatórias e de consulta pública.

    Caso o modelo seja aprovado, o processo de emissão do certificado poderá ser realizado de forma totalmente digital, com validação automatizada da identidade do usuário.

    A proposta se inspira em experiências já adotadas em outros países, principalmente na Europa e em parte da América Latina, onde a certificação digital já pode ser obtida por meio de sistemas automatizados.

    A regulamentação para viabilizar o novo modelo chegou a ser debatida anteriormente, em 2025, mas não foi implementada naquele momento devido à ausência de estrutura tecnológica suficiente para suportar o processo.

    Como funcionaria o novo processo de emissão digital
    No formato em análise, o cidadão precisaria possuir dados biométricos previamente cadastrados em bases governamentais para poder solicitar o certificado digital de forma remota.

    O procedimento começaria com a instalação de um aplicativo específico. A partir dele, o usuário realizaria a autenticação biométrica e passaria por camadas adicionais de verificação de segurança para confirmar a identidade.

    Entre os mecanismos previstos estão tecnologias de validação capazes de identificar tentativas de fraude digital, como manipulação de imagens ou vídeos falsificados, incluindo técnicas associadas a deepfakes.

    Após a conclusão dessas etapas de verificação, o certificado seria disponibilizado em ambiente de armazenamento em nuvem, permitindo sua utilização em serviços digitais.

    De acordo com o ITI, a adoção desse modelo tende a ampliar o acesso à certificação digital e simplificar o processo de obtenção do documento.

    Possíveis reflexos para empresas e profissionais da contabilidade
    A ampliação do acesso ao certificado digital pode ter impacto direto na rotina de empresas, escritórios contábeis e profissionais que dependem da certificação para acessar sistemas governamentais e enviar obrigações fiscais.

    Atualmente, o certificado é utilizado em diferentes operações, como transmissão de declarações, assinatura de documentos eletrônicos e autenticação em plataformas públicas e privadas.

    Com um processo de emissão mais automatizado, a expectativa é que o acesso ao certificado se torne mais rápido, inclusive para processos de renovação ou emissão de novos documentos.

    Outro ponto avaliado é a possibilidade de integração da certificação digital diretamente a plataformas digitais e aplicativos corporativos, ampliando seu uso em setores como serviços financeiros, comércio eletrônico e operações digitais empresariais.

    Nesse cenário, também se discute a adoção de novos modelos de financiamento da certificação digital. Uma das alternativas analisadas é permitir que empresas que utilizam o certificado como parte de seus serviços, como bancos, plataformas digitais ou instituições financeiras, passem a remunerar as certificadoras.

    A proposta ainda depende de análise e aprovação pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil antes de qualquer implementação. Caso avance, o novo modelo poderá alterar significativamente a forma de acesso à certificação digital no país.

    Fonte: Contábeis


Contadora

Andrezza Carolina Brito Farias

CRC: 1561/O-4

Competências:

  1. Mestre em administração de empresas;

  2. Especialização em auditoria e controladoria;

  3. Pós - MBA pericia contábil;

  4. Fiscal e coordenadora de fiscalização do CRC-AMAPÁ;

  5. Diretora executiva do CRC-AMAPÁ;

  6. Conselheira Federal na Câmara de fiscalização em Brasília;

  7. Professora universitária;

  8. Prêmio Dama Comendadora da Contabilidade da Amazônia;

  9. Prêmio Escritores de Ouro do Meio de Mundo;

  10. Prêmio Doutora Honoris Causa em Ciências Contábeis;

  11. Publicação do livro de própria autoria para empreendedores;

  12. Membro da associação dos peritos do Amapá - ASPECON - AP;

  13. 20 anos de experiência na área.

2º Responsável Técnico

Rita Kelly

CRC: 001762-O-2

Competências:

  1. Técnico em contabilidade;

  2. Sócia administrativa;

  3. Especialização em contabilidade;

  4. Especialização em societário;

  5. Especialização em RH;

  6. 25 anos de experiência na área.

3º Responsável Técnico

Dra. Gisele

Jurídico

Competências:

  1. MBA - Em Advocacia Pública;

  2. Pós-Graduação em alta performance em Licitações Públicas;

  3. MBA - Licitações Públicas para Implementação da Nova Lei 14.133/2021;

  4. MBA - Agente de Contratação e Pregoeiro Público com Ênfase na Nova Lei 14.133/2021;

  5. Analista Master em Licitação - Vianna e Consultores;

  6. Doutoranda na Universidade de Direito de Buenos Aires - Argentina - Cursando;

  7. Pós-Graduação em Direito Público - Instituto Processus - Brasília/DF;

  8. Bacharel em Direito - UNAMA Universidade da Amazônia - Belém/PA.

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