20/04/2026
Um assunto que vem ganhando muita força ultimamente, é sobre o Paraguai e o valor cobrado no imposto. O país vizinho passou a ser tratado como solução para tudo, uma espécie de saída mágica para quem está sufocado pela burocracia nacional. Só que, a realidade é bem mais complexa do que parece.
A confusão começa na forma como o tema é vendido. A alíquota pode ser baixa, mas só isso não basta como redução para uma operação mal estruturada.
Empreendedores convencidos de que iam pagar 1% de imposto descobriram que , na prática, estavam perdendo 30% em logística, atrasos e retrabalho.
O sistema tributário paraguaio pode sim ser competitivo. Não apenas pela carga reduzida, mas por reunir regimes específicos, custos operacionais potencialmente menores e um ambiente regulatório mais simples.
Essa ‘’Vantagem’’, só se sustenta quando a empresa realmente adapta sua operação às exigências contábeis, logísticas e comerciais do país.
Abrir uma empresa no Paraguai não é uma tarefa fácil. É lidar com logística, equipe local, clientes, obrigações de compliance e contabilidade no país. Quem muda apenas o CNPJ, mas mantém rotina, decisões e renda no Brasil, cria uma ilusão cara e um risco fiscal crescente. O Paraguai acolhe os investidores, mas não o malabarismo tributário. .
A pergunta mais importante antes de dar o passo é : a operação aguenta ser paraguaia?
Porque não é só o imposto que define se o negócio funciona lá. É a logística que precisa acompanhar, a equipe que precisa se adaptar, os clientes que precisam aceitar comprar de outra jurisdição, os prazos que precisam sobreviver às estradas e às fronteiras.
Essa confusão gera um erro comum, economizar 10 no imposto para perder 30 na operação. A empresa reduz a carga tributária, mas não percebe que o prazo de entrega aumentou, o frete ficou mais caro, o estoque gira mais devagar, o cliente começa a reclamar e a equipe não acompanha o ritmo.
Para quem sabe por que está indo, sim. O país oferece estrutura fiscal simples, mão de obra competitiva, energia barata, incentivos reais e proximidade com o Brasil.
Mas entrega também gargalos logísticos, desafios de infraestrutura, diferenças culturais relevantes e a necessidade de presença efetiva.
No fim das contas, o Paraguai não transforma negócio nenhum sozinho. É o empreendedor que precisa transformar sua operação e, aí sim, o país ajuda.
Fonte: Jornal Contábil
CRC: 1561/O-4
Competências:
Mestre em administração de empresas;
Especialização em auditoria e controladoria;
Pós - MBA pericia contábil;
Fiscal e coordenadora de fiscalização do CRC-AMAPÁ;
Diretora executiva do CRC-AMAPÁ;
Conselheira Federal na Câmara de fiscalização em Brasília;
Professora universitária;
Prêmio Dama Comendadora da Contabilidade da Amazônia;
Prêmio Escritores de Ouro do Meio de Mundo;
Prêmio Doutora Honoris Causa em Ciências Contábeis;
Publicação do livro de própria autoria para empreendedores;
Membro da associação dos peritos do Amapá - ASPECON - AP;
20 anos de experiência na área.
CRC: 001762-O-2
Competências:
Técnico em contabilidade;
Sócia administrativa;
Especialização em contabilidade;
Especialização em societário;
Especialização em RH;
25 anos de experiência na área.
Jurídico
Competências:
MBA - Em Advocacia Pública;
Pós-Graduação em alta performance em Licitações Públicas;
MBA - Licitações Públicas para Implementação da Nova Lei 14.133/2021;
MBA - Agente de Contratação e Pregoeiro Público com Ênfase na Nova Lei 14.133/2021;
Analista Master em Licitação - Vianna e Consultores;
Doutoranda na Universidade de Direito de Buenos Aires - Argentina - Cursando;
Pós-Graduação em Direito Público - Instituto Processus - Brasília/DF;
Bacharel em Direito - UNAMA Universidade da Amazônia - Belém/PA.
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